domingo, 25 de outubro de 2026
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Treze e Campinense: conheça a história do Clássico dos Maiorais na Paraíba

Treze e Campinense protagonizam o Clássico dos Maiorais, uma das maiores rivalidades do futebol paraibano. Saiba como surgiu o confronto, por que recebeu esse nome e quais foram os principais capítulos da disputa.

O Clássico dos Maiorais é o confronto entre Treze Futebol Clube e Campinense Clube, os dois principais times de Campina Grande, na Paraíba. A rivalidade começou oficialmente em 27 de novembro de 1955 e, desde então, passou a ocupar um lugar central na história do futebol paraibano.

Mais do que uma disputa esportiva, Treze x Campinense representa uma divisão tradicional entre torcedores da mesma cidade. De um lado estão os alvinegros do Galo da Borborema; do outro, os rubro-negros da Raposa. O duelo já foi disputado em campeonatos estaduais, competições nacionais e decisões importantes.

O primeiro encontro terminou com vitória do Treze por 3 a 0. A partida foi realizada no Estádio Presidente Vargas e marcou o início de uma rivalidade que ganhou força ao longo das décadas. Fonte: ge.

Como surgiu o Clássico dos Maiorais

Treze e Campinense têm histórias anteriores ao clássico, mas os dois clubes passaram a dividir o protagonismo do futebol de Campina Grande a partir da década de 1950. O Treze foi fundado em 1925 e já tinha tradição esportiva quando o departamento de futebol do Campinense foi retomado.

O Campinense Clube havia sido criado em 1915 como uma agremiação social. O futebol passou a fazer parte de sua trajetória em um momento posterior, e a equipe profissional começou a disputar competições estaduais na segunda metade da década de 1950. A estreia oficial do clube no Campeonato Paraibano ocorreu em 1958.

Essa diferença de trajetórias ajuda a explicar a formação da rivalidade. O Treze já era uma força consolidada no estado, enquanto o Campinense surgia como um novo concorrente pelo espaço principal no futebol de Campina Grande. O encontro entre as duas equipes criou uma disputa direta por títulos, torcida e prestígio.

O nome “Maiorais” passou a ser usado na década de 1960 pelo narrador esportivo Joselito Lucena. A expressão fazia referência aos “Maiorais da Serra”, em alusão à Serra da Borborema, região onde está localizada Campina Grande. Desde então, o termo se tornou a denominação mais conhecida para o clássico.

O apelido também expressava o equilíbrio de forças entre os clubes. A ideia era apresentar Treze e Campinense como os dois grandes representantes da cidade e do interior paraibano. Fonte: ge.

Treze e Campinense na disputa pelo Campeonato Paraibano

O Campeonato Paraibano é o principal cenário da rivalidade. Ao longo da história, os dois times se enfrentaram em fases decisivas, finais gerais, disputas de turno e partidas que valiam a liderança da competição.

As primeiras grandes decisões entre Galo e Raposa ocorreram na década de 1960. O Campinense conquistou uma sequência expressiva de títulos estaduais entre 1960 e 1965, período em que a equipe se consolidou como uma das mais fortes do futebol nordestino. Em várias dessas campanhas, o Treze esteve entre os principais adversários.

O Campinense também levou vantagem em várias finais gerais do Campeonato Paraibano disputadas contra o Treze. Entre as decisões vencidas pela Raposa estão as de 1961, 1962, 1963, 1964, 1973, 1974, 2004 e 2008. O Treze conquistou títulos sobre o rival nas finais de 1982 e 1983.

As estatísticas sobre finais podem variar conforme o formato adotado em cada edição do campeonato. Em alguns anos, o campeão foi definido por uma decisão geral; em outros, a conquista ocorreu após a soma de turnos ou fases diferentes. Por isso, levantamentos históricos podem apresentar números distintos quando consideram todos os tipos de regulamento.

Em um levantamento publicado pelo ge, os dois rivais haviam decidido o Campeonato Paraibano em 11 oportunidades até 2020, considerando as finais gerais. O retrospecto apontava oito títulos do Campinense e dois do Treze em decisões diretas, além de uma final prevista para aquele ano.

Os títulos e a identidade de cada clube

O Treze construiu sua tradição principalmente no Campeonato Paraibano. O clube foi campeão estadual pela primeira vez em 1940 e também conquistou títulos em diferentes períodos, incluindo as décadas de 1940, 1950, 1960, 1970, 1980 e os anos 2000.

O clube ainda reivindica o reconhecimento nacional de sua campanha no Módulo Amarelo do Torneio Paralelo de 1986, competição organizada pela antiga Confederação Brasileira de Futebol. O título é listado na história oficial do Treze, mas o reconhecimento como Campeonato Brasileiro da Série B daquele ano não é consenso entre as fontes e não é formalmente reconhecido pela CBF como uma edição regular da competição.

O Campinense, por sua vez, viveu um dos períodos mais dominantes do futebol paraibano entre 1960 e 1965, quando conquistou seis campeonatos estaduais consecutivos. Esse feito permanece como uma das marcas mais importantes da história do clube e do futebol da Paraíba.

A principal conquista nacional do Campinense ocorreu em 2013, quando a equipe venceu a Copa do Nordeste. A Raposa derrotou o ASA de Arapiraca na decisão e se tornou o primeiro clube paraibano a conquistar a competição regional em sua versão moderna.

As contagens de títulos estaduais também podem mudar de acordo com o critério adotado por cada instituição e com o reconhecimento de determinadas edições. O site oficial do Campinense informa 23 conquistas paraibanas, enquanto outras fontes jornalísticas apresentam números diferentes conforme a data de atualização e a metodologia utilizada. O Treze também apresenta uma relação própria de títulos em sua página institucional.

Por isso, ao comparar a coleção de troféus dos rivais, é importante verificar se o levantamento considera apenas títulos oficiais reconhecidos pela federação estadual ou também torneios especiais, competições regionais e conquistas reivindicadas pelos clubes.

Confrontos em competições nacionais

Apesar de ter origem no futebol estadual, o Clássico dos Maiorais também apareceu em competições nacionais. Treze e Campinense se enfrentaram no Campeonato Brasileiro de 1979, em uma edição que reuniu equipes de todo o país. O Campinense venceu aquela partida por 1 a 0.

Os rivais voltaram a se encontrar na Série C do Campeonato Brasileiro. Em 2003, houve uma vitória do Campinense por 3 a 0 e uma vitória do Treze por 2 a 1. No ano seguinte, os dois jogos terminaram empatados: 2 a 2 e 0 a 0.

Em 2021, o clássico também foi disputado pela Série D do Campeonato Brasileiro. A presença dos clubes em competições nacionais ampliou a rivalidade para além do Campeonato Paraibano e levou o duelo a outros contextos esportivos.

Esses confrontos mostram que a importância do clássico não depende apenas de uma decisão estadual. Mesmo quando não há título em disputa, o jogo costuma ter peso para a classificação, para a campanha na temporada e para a relação dos clubes com suas torcidas.

Torcida, estádio e rivalidade em Campina Grande

Campina Grande é uma das principais cidades do interior do Nordeste e tem no futebol uma de suas manifestações culturais mais conhecidas. Treze e Campinense dividem a atenção dos torcedores locais, o que faz do clássico um acontecimento que ultrapassa os limites do campo.

Durante muitos anos, os jogos foram realizados nos estádios Presidente Vargas, ligado ao Treze, e Amigão, principal praça esportiva de Campina Grande. O Amigão se tornou um dos palcos mais simbólicos do confronto, especialmente por permitir a divisão das arquibancadas entre as duas torcidas.

A rivalidade também é marcada por símbolos próprios. O Treze é conhecido como Galo da Borborema, enquanto o Campinense é chamado de Raposa. As cores, os mascotes, os cânticos e a história de cada clube ajudam a reforçar a identidade dos torcedores.

Como em todo clássico tradicional, o resultado de um jogo pode influenciar o ambiente dos clubes por semanas. Uma vitória pode fortalecer o elenco e o trabalho da comissão técnica; uma derrota costuma aumentar a pressão sobre jogadores e dirigentes. Esse efeito é ainda maior quando o confronto ocorre em uma semifinal, final ou fase decisiva.

Principais personagens do Clássico dos Maiorais

Ao longo de mais de sete décadas, o clássico foi marcado por jogadores que se tornaram referências para suas torcidas. Entre os nomes lembrados em levantamentos históricos estão Valnir, maior artilheiro do confronto segundo pesquisa citada pelo Jornal da Paraíba, e Adelino, um dos principais goleadores do Treze diante do Campinense.

Também passaram pelo duelo atletas que defenderam os dois clubes em momentos diferentes da carreira. Essa circulação de jogadores é comum no futebol, mas costuma ganhar significado especial no Clássico dos Maiorais. Quando um atleta troca o Galo pela Raposa, ou faz o caminho inverso, sua atuação no clássico passa a ser observada com atenção redobrada.

As estatísticas individuais, contudo, podem variar conforme os pesquisadores consideram amistosos, torneios preparatórios ou apenas partidas oficiais. Para comparar artilheiros e retrospectos, é recomendável consultar levantamentos completos e identificar qual critério foi usado.

Por que o clássico é importante para a Paraíba

O Clássico dos Maiorais é importante porque reúne dois clubes tradicionais de uma mesma cidade e mantém relevância histórica no futebol estadual. Diferentemente de rivalidades formadas entre capital e interior, o duelo de Campina Grande coloca frente a frente duas instituições que disputam o mesmo público e o mesmo espaço cultural.

A rivalidade também ajudou a projetar Campina Grande no cenário esportivo regional. Em diferentes períodos, Treze e Campinense representaram a Paraíba em competições nacionais e enfrentaram equipes de outras regiões do país.

O confronto ainda funciona como uma forma de preservar a memória esportiva local. Cada geração de torcedores cria suas próprias lembranças: uma goleada, uma decisão, uma virada, um gol nos minutos finais ou uma campanha de título construída contra o rival.

Em 2025, o clássico completou 70 anos desde o primeiro encontro. A marca reforçou o peso histórico do duelo e motivou homenagens, reportagens e registros sobre os clubes, os estádios, os jogadores e os torcedores que ajudaram a construir essa rivalidade.

Para quem deseja conhecer o futebol da Paraíba, entender Treze x Campinense é uma boa maneira de começar. O Clássico dos Maiorais reúne história, identidade regional, conquistas e a disputa permanente pelo protagonismo em Campina Grande.

Resumo do Clássico dos Maiorais

  • Clubes: Treze Futebol Clube e Campinense Clube.
  • Cidade: Campina Grande, na Paraíba.
  • Primeiro confronto: 27 de novembro de 1955.
  • Resultado da primeira partida: Treze 3 a 0 Campinense.
  • Apelido: Clássico dos Maiorais ou Maiorais da Serra.
  • Principais competições: Campeonato Paraibano, Campeonato Brasileiro e Copa do Nordeste.
  • Treze: conhecido como Galo da Borborema.
  • Campinense: conhecido como Raposa.

Fontes consultadas: ge, Jornal da Paraíba, Treze Futebol Clube e Campinense Clube.