domingo, 25 de outubro de 2026
Saúde

Exposição prolongada ao sol exige cuidados com a pele; veja como se proteger

A exposição prolongada ao sol pode causar queimaduras, envelhecimento precoce, lesões nos olhos e câncer de pele. Saiba como proteger a pele antes, durante e depois de atividades ao ar livre.

A exposição prolongada ao sol exige cuidados com a pele antes, durante e depois das atividades ao ar livre. A radiação ultravioleta pode provocar vermelhidão, queimaduras, manchas, envelhecimento precoce, lesões nos olhos e aumentar o risco de câncer de pele.

O problema não está apenas em um dia de sol intenso. Os danos provocados pela radiação ultravioleta são cumulativos e podem aparecer após anos de exposição frequente, principalmente quando não há proteção adequada. Por isso, a prevenção deve fazer parte da rotina de adultos, crianças, idosos e pessoas que trabalham ao ar livre.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é importante evitar a exposição direta nos períodos em que a radiação solar é mais intensa. Quando não for possível, a recomendação é combinar sombra, roupas, chapéu, óculos de sol e filtro solar.

Por que a exposição prolongada ao sol pode prejudicar a pele

A radiação solar chega à pele de forma direta, dispersa na atmosfera ou refletida por superfícies como areia, água e áreas claras. Mesmo quando a pessoa não percebe calor excessivo, pode estar recebendo radiação ultravioleta suficiente para causar danos.

A exposição repetida pode favorecer queimaduras solares e alterações nas células da pele. Com o passar do tempo, também pode contribuir para o surgimento de manchas, rugas e outros sinais de envelhecimento. O excesso de radiação ultravioleta está relacionado ainda ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer de pele.

O Inca informa que a exposição solar excessiva é o principal fator de risco para o câncer de pele. Pessoas que trabalham frequentemente sob o sol, têm pele, cabelos ou olhos claros, apresentam histórico pessoal ou familiar da doença ou tiveram queimaduras repetidas podem exigir atenção especial.

A pele negra também precisa de proteção. A maior quantidade de melanina oferece alguma proteção natural, mas não elimina o risco de queimaduras, manchas, envelhecimento e câncer de pele.

Evite os horários de maior intensidade solar

Uma das principais medidas de prevenção é reduzir o tempo de exposição entre 10h e 16h, período em que os raios ultravioleta tendem a ser mais intensos. Sempre que possível, atividades físicas, passeios, trabalhos e deslocamentos devem ser organizados para horários de menor incidência solar.

Quando a exposição ocorrer nesse intervalo, a pessoa deve procurar áreas de sombra, como locais cobertos, marquises, árvores, barracas e guarda-sóis. A sombra ajuda a diminuir a radiação recebida, mas não substitui completamente o uso de roupas, chapéu, óculos e protetor solar.

Também é necessário manter os cuidados em dias nublados. As nuvens podem reduzir a luminosidade e a sensação de calor, mas não bloqueiam totalmente a radiação ultravioleta. A proteção deve ser mantida mesmo quando o céu estiver encoberto.

Como usar o protetor solar corretamente

O protetor solar deve ser aplicado nas áreas expostas da pele antes da saída ao sol. O produto precisa ser espalhado de maneira uniforme, sem esquecer regiões como rosto, orelhas, pescoço, nuca, mãos, braços, pernas e pés. Os lábios também devem receber produto específico com proteção solar.

O Inca recomenda o uso de filtros com fator de proteção solar, o FPS, de no mínimo 15 e proteção contra os raios UVA. Na prática, a escolha do produto deve considerar o tipo de pele, a duração da exposição e a orientação de um profissional de saúde. Produtos com resistência à água não dispensam a reaplicação.

A reaplicação deve ser feita a cada duas horas durante a exposição solar e também depois de nadar, suar intensamente ou se secar com toalha. O intervalo pode precisar ser menor em situações de exposição prolongada ou quando o produto for removido.

O protetor solar não deve ser usado para prolongar o tempo de permanência ao sol nem para estimular o bronzeamento. O produto é uma das medidas de proteção, mas não substitui a sombra, as roupas adequadas e a redução do período de exposição.

Roupas, chapéu e óculos complementam a proteção

As barreiras físicas são importantes, especialmente para quem passa muitas horas ao ar livre. Camisas de mangas longas, calças, tecidos mais fechados e roupas com proteção contra raios ultravioleta ajudam a cobrir a pele. Em dias quentes, devem ser escolhidas peças confortáveis e adequadas à atividade realizada.

Chapéus de abas largas protegem o rosto, as orelhas e parte do pescoço. Bonés podem ajudar, mas deixam algumas áreas expostas, dependendo da posição do sol. Os óculos escuros devem oferecer proteção contra a radiação ultravioleta e ser usados em atividades externas, principalmente em ambientes com muita reflexão de luz.

Para quem trabalha sob o sol, o cuidado deve fazer parte da organização da jornada. Sempre que possível, é recomendável alternar tarefas, buscar locais cobertos e evitar a permanência desnecessária nos horários de maior intensidade. Roupas, chapéus, óculos e protetor solar devem ser usados de forma adequada às condições de trabalho e às normas de segurança.

Cuidados com crianças e idosos

Crianças precisam de atenção especial porque os danos provocados pela exposição solar podem se acumular desde os primeiros anos de vida. Adultos responsáveis devem controlar o tempo ao ar livre, priorizar sombra, vestir a criança com roupas adequadas e aplicar protetor solar conforme a orientação do rótulo e de profissionais de saúde.

Bebês e crianças pequenas exigem cuidados específicos. Em caso de dúvida sobre o uso de protetor solar, especialmente em bebês, a família deve buscar orientação do pediatra ou dermatologista. A proteção física, com roupas, chapéu e sombra, é essencial.

Idosos também podem ter maior sensibilidade, pele mais fina ou histórico de exposição acumulada ao longo da vida. Por isso, devem manter a fotoproteção diária e observar alterações em manchas, feridas e pintas.

O que fazer em caso de queimadura solar

A queimadura solar pode deixar a pele vermelha, quente, dolorida e sensível. Em casos mais intensos, podem surgir bolhas. Ao perceber esses sinais, a pessoa deve interromper a exposição, procurar um local fresco e evitar novo contato com o sol até a recuperação da pele.

Beber água ajuda a reduzir o risco de desidratação, especialmente quando a exposição ocorreu em dias quentes ou durante atividades físicas. Banhos frescos podem aliviar o desconforto, mas a pele não deve ser esfregada. As bolhas não devem ser estouradas, pois isso aumenta o risco de infecção.

Produtos ou medicamentos para aliviar a queimadura devem ser utilizados com orientação de profissional de saúde. É necessário procurar atendimento quando houver queimadura extensa, muitas bolhas, dor intensa, febre, tontura, confusão, vômitos, sinais de desidratação ou exposição importante em crianças e idosos.

O Ministério da Saúde também orienta a ingestão de líquidos e a busca por sombra em períodos de calor intenso. Sintomas como pele muito quente, alteração do estado mental, desmaio ou dificuldade para respirar exigem avaliação imediata.

Observe manchas, feridas e pintas

A observação regular da própria pele ajuda a identificar mudanças que precisam de avaliação médica. Feridas que não cicatrizam, manchas que crescem ou mudam de cor e pintas com formato irregular devem ser examinadas por um dermatologista.

O método ABCDE pode auxiliar na atenção a alguns sinais: assimetria, bordas irregulares, cores variadas, diâmetro maior que 6 milímetros e evolução, quando a lesão muda de tamanho, formato, cor ou aspecto. O método não substitui o diagnóstico médico.

De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, alterações suspeitas devem ser avaliadas por um dermatologista. A consulta é especialmente importante para pessoas com histórico de câncer de pele, muitas pintas, exposição ocupacional ao sol ou queimaduras frequentes.

Cuidados essenciais para quem vive ou trabalha ao ar livre

  • Evite a exposição direta entre 10h e 16h sempre que possível.
  • Procure sombra durante atividades externas.
  • Use protetor solar nas áreas expostas e reaplique a cada duas horas ou após água, suor intenso e uso de toalha.
  • Combine filtro solar com camisa, calça, chapéu de abas largas e óculos com proteção contra raios ultravioleta.
  • Não dispense a proteção em dias nublados.
  • Evite usar o protetor solar como justificativa para permanecer mais tempo sob o sol.
  • Beba água durante períodos prolongados de calor e atividade física.
  • Observe regularmente a pele e procure atendimento diante de alterações persistentes.

Os cuidados com a pele no sol devem ser mantidos durante todo o ano, não apenas em férias, feriados ou períodos de maior calor. A prevenção reduz a exposição à radiação ultravioleta e ajuda a evitar problemas que podem surgir depois de anos. Em caso de queimadura importante, sintomas de insolação ou alteração suspeita na pele, a orientação é procurar um serviço de saúde.