domingo, 25 de outubro de 2026
Saúde

Prevenção da chikungunya e zika: veja como se proteger na Paraíba

Chikungunya e zika também são transmitidas pelo Aedes aegypti e exigem cuidados permanentes. Saiba como prevenir, reconhecer os sintomas e quando procurar uma unidade de saúde na Paraíba.

A prevenção da chikungunya e da zika depende de cuidados permanentes dentro e fora de casa. As duas doenças podem ser transmitidas pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti, que também transmite dengue. Por isso, eliminar água parada e reduzir o contato com o vetor são medidas importantes para a população da Paraíba.

Além do combate aos criadouros, a proteção individual ajuda a evitar picadas. O uso de repelente, roupas que cubram braços e pernas, telas em portas e janelas e mosquiteiros pode reduzir o risco de infecção. Em caso de sintomas, a recomendação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação.

Por que chikungunya e zika exigem atenção

A chikungunya costuma provocar febre e dores intensas nas articulações, que podem limitar os movimentos e persistir por semanas ou meses em parte dos pacientes. Também podem ocorrer manchas vermelhas na pele, coceira, dor muscular, dor de cabeça, conjuntivite, náuseas e vômitos.

A zika, por sua vez, frequentemente causa quadro mais leve ou não apresenta sintomas. Quando há manifestação, os sinais mais comuns são febre baixa ou ausente, manchas na pele, coceira, conjuntivite sem secreção, dor de cabeça, dor nas articulações e cansaço. A doença, entretanto, pode estar associada a complicações neurológicas e exige atenção especial durante a gestação.

Como os sintomas podem ser parecidos com os da dengue e de outras arboviroses, somente a avaliação de um profissional de saúde pode orientar o diagnóstico e a conduta adequada. O Ministério da Saúde recomenda que a pessoa com suspeita procure atendimento, principalmente quando houver febre, dor intensa, piora do estado geral ou pertencimento a grupos mais vulneráveis. (gov.br)

Como eliminar os criadouros do mosquito

O Aedes aegypti se reproduz em recipientes que acumulam água. A inspeção deve ser feita pelo menos uma vez por semana, já que pequenas quantidades de água podem favorecer o desenvolvimento do mosquito.

  • mantenha caixas-d’água, tonéis e outros reservatórios completamente tampados;
  • retire a água acumulada em pratos de vasos de plantas ou preencha esses recipientes com areia;
  • guarde garrafas, baldes e recipientes de cabeça para baixo;
  • descarte pneus sem uso ou mantenha-os protegidos da chuva;
  • limpe calhas, ralos, lajes e áreas externas que possam acumular água;
  • mantenha piscinas tratadas e cobertas quando não estiverem em uso;
  • coloque lixo em sacos bem fechados e descarte-o de forma adequada;
  • verifique bandejas de geladeiras, aparelhos de ar-condicionado e bebedouros de animais;
  • comunique à prefeitura ou ao serviço de vigilância local a existência de terrenos ou imóveis com possíveis focos.

A prevenção não deve ficar restrita ao interior das residências. Quintais, áreas comuns de condomínios, escolas, locais de trabalho, estabelecimentos comerciais e terrenos também precisam ser vistoriados. O controle das arboviroses depende da participação da comunidade e de ações permanentes do poder público. (gov.br)

Medidas para evitar picadas

Como o mosquito pode picar principalmente durante o dia, a proteção deve ser adotada ao longo de todo o período de atividade. Algumas medidas são simples e podem ser incorporadas à rotina:

  • use repelentes registrados e siga as instruções do fabricante sobre quantidade, intervalo e faixa etária;
  • prefira roupas de mangas compridas, calças e meias quando houver exposição a mosquitos;
  • instale telas em portas e janelas;
  • utilize mosquiteiros, especialmente para crianças pequenas, pessoas acamadas e durante o descanso;
  • mantenha portas e janelas fechadas ou protegidas por telas quando possível;
  • evite permanecer próximo a locais com água acumulada e grande presença de mosquitos;
  • durante viagens, confira se o local de hospedagem tem telas, mosquiteiros ou outras barreiras contra insetos.

Repelentes à base de icaridina, DEET ou IR3535 podem ser utilizados conforme as orientações do rótulo. Em crianças pequenas, é necessário observar cuidadosamente a indicação de idade e, quando houver dúvida, buscar orientação de um profissional de saúde. Gestantes também devem seguir as instruções do fabricante e manter as medidas de proteção contra picadas. (gov.br)

Cuidados específicos para gestantes

A infecção pelo vírus zika durante a gestação pode estar relacionada à síndrome congênita associada ao vírus, que inclui alterações capazes de afetar o desenvolvimento do bebê. Por esse motivo, a gestante deve reforçar as medidas para evitar picadas, eliminar criadouros e realizar o pré-natal regularmente.

Também é importante considerar a transmissão sexual do vírus zika. O uso de preservativos ajuda a reduzir o risco de transmissão por essa via. Casais que estejam planejando uma gestação ou que já tenham recebido diagnóstico ou suspeita de zika devem conversar com um profissional de saúde sobre os cuidados indicados para cada situação.

A gestante que apresentar manchas, febre, coceira, conjuntivite, dor nas articulações ou qualquer outro sintoma compatível deve procurar atendimento e informar a equipe sobre a gravidez. O acompanhamento deve seguir os protocolos do pré-natal e as orientações da rede de saúde. (gov.br)

Quais são os sintomas da chikungunya

A chikungunya geralmente começa com febre e dor intensa nas articulações. O inchaço pode aparecer nas mesmas articulações afetadas pela dor. Também podem surgir dores musculares e nas costas, manchas vermelhas, coceira, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, conjuntivite, náuseas, vômitos e sintomas gastrointestinais.

Em alguns casos, a doença pode evoluir para uma fase prolongada, com persistência das dores e limitação dos movimentos. Pessoas idosas, recém-nascidos, gestantes e indivíduos com doenças crônicas podem ter maior risco de complicações e devem receber avaliação cuidadosa.

Não há tratamento antiviral específico para a chikungunya. O atendimento é voltado ao controle dos sintomas, à hidratação e ao acompanhamento do quadro. A escolha de medicamentos deve ser feita por profissional de saúde, porque é necessário diferenciar a doença de dengue e de outras infecções. (gov.br)

Quais são os sintomas da zika

A zika pode não causar sintomas. Nos casos sintomáticos, os sinais mais comuns incluem febre baixa ou ausência de febre, manchas na pele, coceira, conjuntivite sem secreção, dor de cabeça, dor nas articulações, dor muscular, cansaço e aumento de gânglios.

Embora geralmente apresente evolução leve, a doença pode estar relacionada a complicações neurológicas, como a síndrome de Guillain-Barré. Sensação de formigamento, fraqueza nos braços ou nas pernas, dificuldade para caminhar, alteração de consciência ou mudança na visão exigem atendimento imediato.

Também não existe antiviral específico disponível para tratar a zika. O tratamento costuma envolver repouso, ingestão de líquidos e medicamentos para dor ou febre, sempre conforme orientação profissional. O ácido acetilsalicílico não deve ser usado por conta própria. (gov.br)

O que fazer diante de suspeita

Ao surgirem sintomas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde do município e informar quando os sinais começaram, se houve exposição a mosquitos e se há gestação, doença crônica, idade avançada ou outra condição de risco.

Enquanto aguarda avaliação, é importante beber líquidos, descansar e evitar novas picadas. A pessoa doente pode contribuir para interromper a transmissão ao usar repelente, roupas compridas, telas ou mosquiteiro, porque o mosquito pode picá-la e levar o vírus para outras pessoas.

Não é recomendado tomar medicamentos por indicação de vizinhos, familiares ou publicações nas redes sociais. A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar a avaliação clínica e ser inadequada quando existe possibilidade de dengue ou outra doença.

Quando procurar atendimento com urgência

A busca por atendimento deve ser imediata diante de falta de ar, desmaio, confusão mental, convulsão, fraqueza intensa, formigamento progressivo, dificuldade para andar, alteração da visão, sangramentos, vômitos persistentes, incapacidade de ingerir líquidos ou piora rápida do estado geral.

Recém-nascidos, crianças pequenas, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas devem ser avaliados com atenção mesmo quando os sintomas parecem leves. A equipe de saúde poderá decidir se são necessários exames, acompanhamento ou encaminhamento para outro serviço.

Prevenção depende de rotina

O combate à chikungunya e à zika não deve ocorrer apenas durante períodos de aumento de casos. A eliminação de recipientes com água parada, a proteção contra picadas e a procura rápida por atendimento precisam fazer parte da rotina dos moradores da Paraíba.

Para consultar informações oficiais sobre prevenção, sintomas e cuidados, acesse as páginas do Ministério da Saúde sobre arboviroses, a orientação sobre chikungunya e as informações oficiais sobre o vírus zika.